Anoying Feelings |
We all learn to make mistakes and run from them. |
O Vento, Los Hermanos (via lobocinzento)
(Source: blocodoeu-sozinho, via me-god-you)
(via me-god-you)
Obrigada por ser meu!
(Source: vid, via introspection-innerperfection)
é, morena, tá tudo bem…..
(Source: marcelo-camelo, via me-god-you)
Quando todas as coisas do mundo conspiram para que tudo dê errado. O que fazer? A vontade é de se trancar em um mundinho só nosso. Mas tem sempre uma vozinha gritando para nunca desistir. Ou melhor, para nunca deixar o errado vencer. E as condições gritam para seguir em frente. Há pessoas que dependem de você. E a fragilidade fica por trás do sorriso falso, que esconde sempre a falsa ideia do “eu estou bem, só não estou feliz.”
(Source: keep-calm-and-im-not-okay)
(via me-god-you)
(Source: jessicaqueluz, via me-god-you)
Relato das 10 horas.
7:50. O despertador tocou, mas eu já estava acordada havia alguns minutos. Estava ansiosa. MUITO ansiosa. Levantei e comecei a me arrumar, conferir as coisas, os ingressos e dinheiros, baterias e a trilha sonora da viagem de 4 horas que nos aguardava. Eram 9 horas, e já estávamos na estrada. Pegamos um engarrafamento de uma hora. Os carros mal andavam, mas pelo menos o assunto no carro estava divertido e distrativo. Finalmente, chegamos no hotel e ficamos o tempo suficiente de descobrir o endereço, descansar um pouco, comer e partir pra nossa aventura.
15:40. O show estava previsto para 23:40, ou seja, ainda tinhamos 8 horas de espera. No ingresso, o horário de abertura estava marcado para as 16:30. Chegamos cedo e víamos a fila enorme se formar atrás da gente… Pessoas estranhas a nossa volta, vendedores ambulantes – inclusive uma delas, que era extremamente insuportável – e pessoas tomando vinho no gargalo, com a rolha dentro da garrafa. Nos entreolhávamos e tudo o que pensávamos era: vai valer a pena. O sol começava a se por, já era perto as 17 e, conforme o sol se escondia, o frio aparecia mais e mais. Ainda na fila, já cansados de ficar em pé, mal sabíamos o que nos esperava.
17:40. Os portoes se abriram, saimos correndo – sim, correndo – pra pegar um lugar descente. Queríamos ficar muito perto. A única coisa na minha cabeça naquele momento, não era nem o lugar, e sim, onde ficavam os banheiros. Enfim, pequeno detalhe. Saimos correndo e pegamos um lugar quase na grade, muito perto mesmo! O camarote ficava na nossa frente, mas mesmo assim, dava pra ver tudo muito perfeitamente. O palco tinha aquela “passarela” então eles podiam chegar mais perto ainda. Sentamos e ficamos conversando, observando as pessoas – um tanto quanto “alternativas”, diga-se de passagem – a nossa volta. A maioria tinha ido ao festival só pra ver o show do Los Hemanos, como nós.
19:50. Começa o show do Supercolors, banda local que abriu o festival. Começava também, a bater aquele nervosismo pois faltavam basicamente 3 horas até o show. Nos intervalos, um vídeo insuportável sobre os melhores momentos do show do ano passado. A banda tocou músicas legais, mas desconhecidas e, mesmo assim, o público ajudou a cantá-las. O vocalista chegou a perguntar pra galera (a essa hora, o lugar já estava lotando) se o pessoal ia curtir os shows de Nando Reis e Jota Quest. As reações foram até que moderadas. Foi só ele perguntar sobre Los Hemanos que a platéia INTEIRA berrou muito. Berramos (e aí eu realmente me incluo) tanto que a reação do vocalista foi arregalar os olhos e dizer: CARALHO.
21:00. Nando Reis entra, chapado, no palco. O show dele foi legal até, só que eu não conhecia as músicas, mas filmamos algumas e tiramos fotos. Foi olhando as fotos que a gente viu o quão perto a gente estava. O camarote estava vazio, então a visão do palco estava bem tranquila. tirando as pessoas folgadas que se metiam do nosso lado. 22:20. Jota Quest começa. O show foi realmente muito animado, todos sabiam as letras e cantavam empolgados. Cantaram váááárias músicas. Inclusive passaram do horário previsto, terminaram o show as 23:40, horário que o show mais importante da noite deveria começar.
23:40. Atrasado, acaba o show do Jota Quest. Nós dois trocavamos olhares empolgados, nervosos, ansiosos pelo que vinha logo a seguir. A essa altura, o camarote já estava enchendo, e a dor nas pernas e nas costas de nós dois ficando mais forte. Tão forte, que nos revezávamos para agachar no chão, dobrar um pouco as pernas e alongar as costas no espaço mínimo que tínhamos entre as pessoas e os empurrões. Um casal lésbico, um casal gay e uma menina vestida de menino eram o tipo de pessoal alternativo que estavam a nossa volta. Mas nada disso importava… faltava apenas meia hora (ou menos) pra começar e pra, finalmente, tudo valer a pena. Nos telões, as fotos da banda apareceram de repente, e a plateia teve um surto por um momento. Logo depois, o staff afinava os instrumentos. Um deles, o que afinava a guitarra do Amarante, tocou o famoso “querubim”, primeiro acorde de “Último Romance” e fez todos gritarem loucamente (e aqui, novamente me incluo).
00:00. Finalmente, a apresentadora anuncia: Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba. Todos gritam HISTÉRICAMENTE. Chegam – lindos – e pegam os instrumentos. Nos olhamos e apostamos que eles iriam começar com “O Vencedor”. Não deu outra. Começaram com isso, e inclusive, para a nossa alegria felicidade, fizeram a paradinha de 1 segundo *inserir aqui berros e pulos DE NÓS DOIS* . Me segurei muito pra não chorar, mas não consegui. Foi o Rodrigo começar a tocar “O vento” que eu chorei HORRORES. Podem rir, é ridículo, mas eu estava muito emocionada. Não estava acreditando naquilo. Eu, que tinha ficado viciada em Los Hermanos em menos de um ano, estava ali, com meu namorado maravilhoso, MUITO PERTO, realizando o sonho dele e, mais recentemente, o meu sonho.
Tocaram várias músicas conhecidas: Retrato pra Iaiá, Todo carnaval tem seu fim, Além do que se vê, Morena, Descoberta, A flor, Cara estranho, Condicional, Sentimental (nós dois nos emocionamos muito nessa, mas nem tinha como ser diferente), A outra, Deixa o verão, Conversa de botas batidas, Último romance, Tenha dó, Anna Júlia, Quem sabe (com direito ao mini “parkour” do Amarante) e, pra fechar, uma surpresa: Pierrot. Música que o amorzão berrou pediu quando deu aquele silêncio entre as músicas.
1:30. O show acabou com direito a fogos de artifício, mesmo que este não fosse o último show da noite. Nós saimos loucos pra sentar, nem aguentamos ver o show do Seu Jorge. Sentamos no chao e rachamos um hamburguer, bem coisa de mendigo mesmo. As pernas já estavam duras e as costas muídas. 2:30. Acabamos a noite no hotel, os dois mortos, deitados na cama com os pés pra cima, conversando sobre o que tinha acabado de acontecer. Foram as 10 horas mais cansativas, mas que mais valeram a pena.
“Que pra nós dois sair de casa já é se aventurar” – Último romance, Los Hermanos.
102|365 (by Leigh Ellexson)
Publicado com o instagram


3/52 (by ♥_Andrea_♥)
Charlie sittin’ handsome (by Captures For Keeps Photography)
IMG_9081 (by autumnappeal)